sábado, 21 de novembro de 2015

claudio renato borges

Lama de Mariana chega ao litoral do ES com protesto de moradores

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A lama liberada com o rompimento de barragens em Mariana (MG), no dia 5, chegou ao mar do Espírito Santo na tarde deste sábado (21) acompanhada por barcos de pescadores e protesto de moradores do vilarejo próximo, Regência, na cidade de Linhares.
Um dos líderes do povoado guiou o protesto vestido de Morte, com túnica preta e uma foice com a inscrição Samarco, mineradora responsável pelas barragens e que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton. Oito pessoas morreram, 12 estão desaparecidas e há quatro corpos que aguarda identificação.
A enxurrada de lama atingiu o mar aproximadamente às 15h, em camadas menos densas de barro. A reportagem sobrevoou por volta das 17h a foz do rio Doce, no encontro com o mar, na altura da praia de Regência.
Monitoramento do Serviço Geológico do Brasil ao longo do rio Doce, apontava que a lama chegaria ao oceano na próxima semana. Entretanto, a massa de argila e silte, sedimentos com grãos muito finos, alcançou o litoral neste sábado.
A região de Regência, na foz do rio, é área ambiental protegida por ser considerada berçário para diversas espécies marinhas, em especial tartarugas. Nos últimos dias, integrantes do projeto Tamar deslocaram ninhos de tartarugas da rota da lama como medida preventiva.
Um fio dividindo a água ainda clara da barrenta estendia-se da foz do rio até o oceano. Em outros pontos do mar era possível ver manchas de tom marrom claro espalhadas pelo mar.
As barreiras colocadas ao longo do rio nos últimos dois dias, vistas do alto como boias vermelhas, não impediram que o material barrento se misturasse com a água limpa tanto do rio quanto do mar.
A previsão é que a enxurrada de lama deverá atingir uma área de 9 km de mar ao longo do litoral do Espírito Santo, de acordo com um modelo matemático elaborado por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). E, embora os impactos no oceano devam ser menos drásticos do que no vale do rio Doce, eles poderão ser duradouros e afetar, por muitos anos, a presença de algas, moluscos, crustáceos e peixes.
'O RIO É DOCE, A VALE É AMARGA'
Na praça central de Regência, vilarejo onde vivem cerca de 1.200 pessoas, moradores decidiram receber a lama da mineradora com cruzes, faixas de protesto e oração.
"A gente recebe essa lama com uma expectativa muito negativa, não sabe o que vai ser do futuro das nossas crianças", disse o comerciante Messias Caliman, 49, presidente da ACR (Associação Comercial de Regência) e trajado de "Morte" no protesto.
Cartazes com dizeres como "Quanto Vale o Rio Doce" eram acompanhados de cruzes nas mãos de crianças. o cortejo seguiu com gritos de "O Rio é Doce! A vale é amarga", trechos de um poema de Carlos Drummond de Andrade relembrado desde a catástrofe em Mariana.
Ao encontrarem ao píer do rio Doce, parte da população deitou no chão, ao lado da "Morte" para simbolizar a fatalidade por que passa o rio com a tragédia.

A palavra passou então a uma das mais antigas moradoras de Regência, Hilda Lourenço Pessanha, 73. "O Senhor Jesus deu água boa para nós beber, e não essa água amargosa, barrenta. O que será da nossa vida sem água para beber?". A matriarca do vilarejo rezou então um pai-nosso e ave-maria, acompanhada dos moradores.
Ao protesto pacífico, seguiu-se uma apreensão: a notícia de que máquinas escavariam parte do rio para entrada de uma balsa, o que levaria à derrubada de algumas árvores. Em defesa delas, o grupo seguiu então em direção ao maquinário.
As árvores não haviam sido arrancadas até as 19h30 deste sábado, e pareciam que seriam poupadas. Mas pequenos coqueiros foram arrancados por retroescavadeiras, ação seguida de vaias de moradores e surfistas que praticam o esporte na praia de Regência.
Um dos mais revoltados com a chegada da lama, no protesto, parecia ser o comerciante André Luis Machado de Oliveira, 45. Ele observou que não só dentro do leito do rio a natureza está sendo afetada. "Aqui perto do rio, onde estamos, não pode entrar carro. Em 30 anos que moro aqui, hoje foi a primeira vez que entrei de carro para ajudar na manutenção de uma máquina. E agora vejo esse maquinário pesado aqui. É uma tristeza só.
ESCOAMENTO NO MAR
A Justiça Estadual do Espírito Santo determinou que a Samarco, mineradora controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton, adote as medidas necessárias para facilitar o escoamento da água do rio Doce, para que ela se dissipe no mar.
A decisão, de acordo com o TJ (Tribunal de Justiça) do Espírito Santo, foi tomada pelo juiz Thiago Albani Oliveira, da Vara da Fazenda Pública, Registros Públicos e Meio Ambiente de Linhares, depois de ouvir especialistas e reunir representantes de órgãos como o Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
Segundo a assessoria do TJ, o juiz destaca em sua decisão que "o pedido principal da presente demanda é garantir que a lama expelida com o rompimento da barragem em Minas Gerais –que já passou por diversos municípios– passe sem retenções por Linhares, o último município antes de a lama atingir o mar".
A ação foi movida pela Prefeitura de Linhares, que alega que conter a lama no município seria temerário. A avaliação de membros da administração é a de que bloquear a chegada da lama ao mar seria como "estacionar a morte na frente da cidade".
Com a decisão judicial, a mineradora deverá fazer a abertura imediata dos pontos de vazão naturais do rio Doce para o mar, em sua foz, e que estejam assoreados. A Samarco terá ainda de proteger acessos da água do rio Doce a outras fontes de água, como lagoas e afluentes, levando em conta pontos identificados pelo ICMBio e Iema.
A decisão contraria decisão anterior da Justiça Federal do Espírito Santo, que determinou, por meio de liminar, que a Samarco impedisse a lama de chegar ao mar e previa multa de R$ 10 milhões por dia em caso de descumprimento.
Para os participantes da reunião que embasou a decisão de Oliveira, a chegada da lama ao mar seria menos prejudicial para o ambiente do que seu represamento no rio Doce.
A lama com rejeitos de mineração afetou, até agora, pelo menos dez municípios em Minas Gerais e dois no Espírito Santo, provocando desabastecimento em cidades como Governador Valadares (MG) e Colatina (ES).
A decisão do juiz Oliveira diz que os pontos de vazão naturais do rio para o mar devem ser mantidos abertos e com razoável vazão até nova deliberação dos órgãos ambientais.
À Samarco caberá ainda remover obstáculos que possam conter a água do rio para o mar -natural ou artificial–, após ser notificada pelo instituto ambiental estadual.
A Justiça determinou também que sejam resgatados representantes de todas as espécies da fauna aquática nativa que têm o rio como habitat, assim como ovos de tartarugas marinhas que possam ser afetadas pelo "mar de lama".
Uma multa de R$ 20 milhões foi fixada em caso de descumprimento da decisão, além de mais R$ 1 milhão por dia.
Procurada, a Samarco informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está tomando todas as providências definidas por órgãos como Ministério Público, Projeto Tamar, Iema e ICMBio "para direcionar a pluma de turbidez para o mar e proteger a fauna e a flora na foz do rio Doce".
Ainda de acordo com a empresa, a recomendação dos órgãos é deixar que a lama chegue ao mar, local mais adequado para recebê-la. Equipamentos foram fornecidos pela Samarco para a abertura do banco de areia que impede a chegada do rio ao mar no lado sul da foz do rio.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

claudio renato borges

Mercado de trabalho tem pior outubro desde 1992 e fecha 169 mil vagas

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O Brasil perdeu 818.918 empregos com carteira assinada no período de janeiro a outubro deste ano, em reação ao aprofundamento da recessão na economia.
Essa é a primeira vez que o saldo entre as contratações e as demissões foi negativo para o acumulado de dez primeiros meses do ano desde 2002, início da série histórica desses dados disponibilizada pelo Ministério do Trabalho.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (20), a partir do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que leva em consideração dados das empresas que atuam no mercado formal de trabalho.
Do total de vagas fechadas no acumulado de janeiro a outubro, 41% foram na indústria de transformação (-336.437). Em seguida, aparecem a construção civil e o comércio como setores em que houve maior fechamento de vagas.
"Apesar das 818 mil vagas fechadas no período, o Brasil emprega 40 milhões de pessoas com carteira assinada. Esse estoque ocupa a terceira melhor posição no ranking desde 2002, mesmo com a diminuição de 169 mil vagas no mês", diz Márcio Borges, diretor do Departamento de Emprego e Salário, do ministério.
PIOR OUTUBRO
Em outubro, sétimo mês consecutivo em que as demissões superaram as contratações, foram eliminadas 169.131 vagas com carteira assinada. O resultado também é o pior para o mês de outubro desde 1992. Em setembro
De acordo com os dados do Caged, todos os oito setores analisados fecharam vagas no mês passado. O da construção civil foi o responsável pelo maior corte de empregos (-49.830). Na sequência, aparecem a indústria de transformação (-48.444), o setor de serviços (-46.246) e agricultura (-16.958).
Os setores em que as quedas no emprego foram menores são: administração pública (-569), serviços industriais de utilidade pública (-1410), extrativa mineral (-1.413) e comércio (-4.261).
Das 26 Estados e Distrito Federal, houve criação de vagas em somente quatro –Alagoas (6.456), Sergipe (1.063), Tocantins (47) e Mato Grosso do Sul (41).
"Em Alagoas e Sergipe, a geração de empregos está diretamente relacionada à produção de cana e do subsetor de produtos alimentícios, que na indústria de transformação foi o único com resultado positivo na criação de vagas. Nos outros 11 segmentos da indústria houve perda de postos de trabalho em outubro", disse Borges. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

claudio renato borges

Massacre: tiroteios e explosões deixam mais de 120 mortos na França

Do UOL, em São Paulo
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Atentados em casa de shows, estádio e outros locais de Paris78 fotos

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13.nov.2015 - Espectadores do amistoso entre França e Alemanha, realizado no Stade de France, em Paris, se abraçam após explosões que deixaram três mortos em um portão do estádio. O presidente francês, François Hollande, também estava presente na partida e foi removido às pressas, enquanto outros ataques deixaram dezenas de mortos na capital francesa, mais de 100 na casa de espetáculos Bataclan Leia mais Christophe Ena/AP
Uma série de atentados possivelmente coordenados atingiram Paris na noite desta sexta-feira (13). De acordo com a Procuradoria de Paris, há mais de 120 mortos, cerca de 200 feridos, sendo 80 em estado grave. Todos os ataques foram em locais de grande concentração de pessoas: bares, restaurantes, uma casa de shows e o estádio nacional Stade de France. Acompanhe a cobertura em tempo real
Oito terroristas foram mortos, sendo que sete teriam detonado cinturões com explosivos antes de serem atingidos pela polícia, informou a agência de notícias francesa AFP. Nenhum grupo reivindicou, até a madrugada de sábado, a autoria dos ataques.
O presidente da França, François Hollande, decretou situação de emergência no país e fechou as fronteiras. "É um ataque sem precedentes", classificou. 
Os ataques são os mais mortais dos últimos 40 anos na Europa ao lado dos atentados lançados em 11 de março de 2004, em Madri.

Seis ataques em poucas horas

Entre as 21h15 e 21h20 no horário local (18h15 horário de Brasília), terroristas explodiram ao menos duas bombas nas proximidades do Stade de France, em Saint-Denis, onde o presidente francês, François Hollande, e mais 80 mil pessoas acompanhavam uma partida de futebol entre França e Alemanha. A partida continuou até o fim, mas houve pânico no meio da multidão devido aos rumores sobre os ataques, e torcedores permaneceram no estádio, sendo que alguns desceram ao gramado de forma espontânea. Todos os ataques aconteceram entre 21h20 e 22h30, no horário local. 
Praticamente no mesmo horário, terroristas atiravam contra os espectadores de um show da banda Eagles of the Death Metalna casa de espetáculos Bataclan. A casa abrigava ao menos 1.500 pessoas, mas grande parte teria conseguido fugir pela saída de emergência quando os terroristas atiravam com metralhadoras AK-47 contra a plateia. Ao menos 100 pessoas morreram na casa de shows, e três dos terroristas teriam explodido seus cinturões quando a polícia invadiu o local. 
Um restaurante cambojano, na rua Alibert, no 10º distrito da capital francesa, também foi atacado a tiros. No local, estavam dois brasileiros, que foram atingidos pelos disparos. Catorze pessoas teriam morrido neste ataque, segundo o jornal L´Observateur.
O restaurante La Belle Equipe, na rua de Charonne, também foi atingido por disparos, vitimando 18 pessoas, segundo as autoridades. Outros disparos aconteceram na Rue de La Fontaine (próximo à praça République) e Boulevard Voltaire. Cinco pessoas teriam sido vitimadas em uma pizzaria que fica na Rue de La Fontaine e uma pessoa morreu no ataque do Boulevard Voltaire, segundo o jornal L´Observateur.
As informações oficiais ainda apontam para 120 mortos, entretanto.
Autoridades pediram que os cidadãos de Paris permaneçam em suas casas durante a madrugada deste sábado (14). A prefeitura de Paris decretou luto e determinou o fechamento de diversos equipamentos públicos a partir deste sábado, como, escolas, museus, bibliotecas, ginásios, piscinas públicas e mercados alimentícios. O governo pediu, ainda, o cancelamento de todas as manifestações e o fechamento das câmaras municipais de distritos - apenas os casamentos e serviços civis foram mantidos.

Brasileiros feridos

Dois brasileiros foram feridos nos ataques desta noite em Paris, disse à BBC Brasil a cônsul-geral do Brasil na França, Maria Edileuza Fontenele Reis. Eles estavam no restaurante Le Petit Cambodge, nas proximidades do Canal Saint-Martin, no 10° distrito da capital, um dos locais onde ocorreram tiroteios que deixaram dezenas de mortos e feridos em estado grave.
Um dos brasileiros feridos tomou três tiros nas costas e seu estado é bem grave, segundo a cônsul-geral. Ele está sendo operado. Ele é um arquiteto que está de passagem por Paris para eventos profissionais, segundo ela. Não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

Alerta máximo

Os tiroteios reacendem o clima de terror instaurado na cidade em janeiro deste ano, quando dois homens armados invadiram a sede do jornal satírico "Charlie Hebdo" e mataram 12 pessoas. Outro ataque, também em janeiro, a um supermercado kosher elevou para 18 o número de mortos nos atentados de janeiro. 
Hollande cancelou os planos de viajar para a Turquia no fim de semana para participar da cúpula do G20, grupo formado pelas principais economias do mundo. Ele convocou uma reunião de emergência do seu conselho de segurança nacional para sábado de manhã.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, lideraram um coro mundial de solidariedade à França, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou os "ataques desprezíveis".

Estado Islâmico

Também na sexta-feira (13), os EUA teriam matado em um ataque com drones na Síria o britânico Mohammed Emwazi, conhecido como "Jihadi John", que apareceu em vários vídeos de decapitações do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que caso as forças norte-americanas tenham obtido sucesso na tentativa de matar o militante, seria um ataque ao coração do Estado Islâmico, o que pode ter, de alguma maneira, enfurecido o grupo.
Quatro dias atrás, caças franceses destruíram um centro de distribuição de petróleo do Estado Islâmico na Síria, perto da cidade de Deir Ezzor. Para analistas, os ataques terroristas em Paris nesta sexta-feira podem ser retaliação de extremistas islâmicos contra os bombardeios franceses na Síria. (Com agências internacionais)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

www.uol.com.br claudio renato borges cut lula petrolao petrobras

Governo de Minas embarga licença da Samarco em Mariana

De Belo Horizonte
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  • Antonio Cruz/Agência Brasil
    Equipes trabalham na busca de vítimas dias após o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues, Mariana (MG)
    Equipes trabalham na busca de vítimas dias após o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues, Mariana (MG)
A Samarco não pode mais extrair ou processar minério de ferro na mina de Germano, em Mariana (MG). Segundo o subsecretário de Estado de Regularização Ambiental, Geraldo Abreu, o governo embargou a licença de operação da unidade.
Na quinta-feira (5), as barragens de Fundão e Santarém, que pertenciam à mina e recebiam rejeitos de minério de ferro, romperam-se e inundaram de lama o distrito de Bento Rodrigues. Até o início desta segunda-feira (9),foram confirmadas duas mortes e 25 desaparecidos.
Ainda segundo o subsecretário, a Samarco só voltará a operar na região depois de cumprir exigências de segurança feitas pelo Estado. "É preciso realizar as correções necessárias para que o funcionamento da mina seja retomado", afirmou Abreu.
Não há prazo para que isso aconteça. Uma das medidas a serem adotadas pela empresa, conforme Abreu, é o término do bombeamento do minério de ferro que se encontra dentro do mineroduto da empresa que liga Mariana ao Espírito Santo. O Complexo de Germano tem reservas estimadas em 400 milhões de toneladas de minério de ferro. Hoje, são retirados anualmente da mina cerca de 10 milhões de toneladas por ano.
O embargo da licença aconteceu na sexta-feira (6). No mesmo dia, o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais, anunciou que pediria nesta segunda-feira o fechamento da mina. A promotoria do Estado abriu inquérito civil público para investigar a queda das duas barragens.
Segundo Ferreira Pinto, existe a suspeita de irregularidades em obras que estariam sendo feitas nas barragens para ampliação da capacidade de armazenamento de rejeitos.

Auxílio às famílias desabrigadas

O Ministério Público Estadual determinou nesta segunda que a empresa Samarco, responsável pelas barragens que romperam no município de Mariana (MG), comece a pagar auxílio de um salário mínimo para cada família desabrigada por causa do acidente, independentemente de qualquer outra indenização que a empresa tenha de arcar no fim dos processos sobre o caso.
O MPE também deu prazo de cinco dias para a empresa apresentar um plano de recuperação às pessoas atingidas pela tragédia. A assessoria de imprensa da Samarco diz que uma nota está sendo redigida sobre o assunto, que será distribuída mais tarde.

DRONE SOBREVOA BENTO RODRIGUES (MG) E REGISTRA CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO